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Um estoque livre em busca da cura

Obama: a realização do sonho de Luther King

Barack ObamaA eleição do afro-americano Barack Hussein Obama para a presidiencia dos EUA realiza o sonho de Luther King Jr:”tenho um sonho de que um dia as pessoas seráo julgadas não pela cor de sua pele, mas pela força de seu caráter”. Tudo parece indicar que se iniciou, na política, um tempo pós-racista, pois tanto os eleitores quanto o cadidato não repararam a cor da pele mas a pessoa e suas idéias.

 Esta eleição sinaliza também o fim da era dos fundamentalismos: do mercado, iniciado por  Tatcher e Reagan, responsável pela atual crise econômico-financeira. E do político-religioso que alimentou a concepção imperial e belicosa da política externa dos EUA. Bush e Reagan acreditavam no Armageddon e no destino-manifesto, quer dizer,  na excepcionalidade conferida por Deus aos EUA com a missão de levar a todo o mundo os valores da sociedade americana de cariz capitalista e individualista. Isso era feito por todos os meios, inclusive com conspirações, golpes de estado, articulados pela CIA e guerras “humanitárias”. Essa idéia de missão explica a arrogância dos presidentes, bem expressa numa frase do candidato McCain: “Os EUA são o farol e o líder do mundo. Podemos agir como bem entendemos: afinal somos o único poder da Terra. Os inimigos de ontem e de hoje hão de temer o nosso porrete”.

 Bush criou o terrorismo de estado, constituindo-se no maior perigo para a humanidade. Não há de se admirar que tenha levado a uma ampla desmoralização do pais, inclusive  a um anti-americanismo generalizado no mundo. 

 Essa atitude parece ter sido  superada com Obama. À estratégia da guerra e do intervencionismo, ele opoõe a  do dialogo aberto com todos, até com os talibãs. Enfatizou:”é preciso mais que tudo dialogar; a saída é uma ampla negociação e não apenas ataques aéreos e matança de civis”. Ele está convencido de que os EUA não merecem ganhar a guerra contra o Iraque porque está assentada sobre uma mentira e por isso, é injustificável.

 Mas mais que tudo, ele soube captar o que estava latente na sociedade especialmente nos jovens: a necessidade de mudança. “Change”-mudança foi a grande palavra geradora. Suscitou esperança e auto-estima:”sim nós podemos”. Atirou as atenções para o futuro e para as oportunidades novas que se estão desenhando e não para a continuidade do passado e do presente desolador. Com isso falou para a profundade das pessoas e as mobilizou para dar um salto absolutamente inesperado e novo: eleger um negro, representante de uma tragédia humana que envergonha a história americana, de resto com páginas brilhantes de liberdade, de criatividade, de democracia, de ciência, de técnica e de artes que enobrecem  cultura norte-americana. Obama deixou claro que a real força dos EUA não reside nas armas mas nestes valores morais e no potencial de esperança que vige no povo.

 A eleição de Obama parece possuir algo de providencial, como se fora um gesto da compaixão divina para com a humanidade. Vivemos tempos dramáticos com grandes crises: a ecológica, a climática, a alimentar, a energética e a econômica. O arsenal conceptual e pratico disponível não oferece condições para forjar uma saída libertadora.  Precisamos de uma mudança, de um novo horizonte utópico, de coragem para inventar novos caminhos. Faz-se necessário uma figura carismática que inspire confiança, segurança e serenidade para enfrentar estes cataclismos e galvanizar as pessoas para um novo ensaio de convivência, um modo diferente de arquitetar a economia e de montar um tipo de globalização pluripolar que respeite as diferenças e possa incluir a todos num mesmo destino juntamente com a Casa Comum, a Terra.

 Barack Obama preenche estas exigências de carisma. Se for realmente profunda, a esperança criará seu caminho por entre os escolhos e as ruínas da velha ordem.

tirado da home page de Leonardo Boff

A bondade do povo brasileiro

image Lembro-me que o presidente Lula certa vez disse que ao ir para uma negociação acreditava que todo ser humano tem um coração. Não me lembro exatamente as palavras que ele usou, mas o que entendi é que ao ir a Davos ou em outra reunião qualquer para falar do programa fome zero ou defender uma política que beneficie os menos favorecidos ele contava que os poderosos eram pessoas intrinsecamente boas, e assim poderia obter resultados positivos.

O povo brasileiro é normalmente conhecido por ser um povo que tem um bom coração. Ele não é frio como os europeus. Sua história não é marcada por guerras ou revoluções sangrentas. Mas o pensamento de Lula vai além da nação brasileira e se estende para todo ser humano. O que ele pensa na verdade é uma idéia que vem do iluminismo e inspirou a revolução francesa, que o homem é naturalmente bom.

A moral do coração de Rousseau visava apontar um caminho que levaria o homem à liberdade. Livre dos preconceitos e pressões civis o homem poderia exercer sua bondade nata. A propriedade privada seria causa e efeito da ganância e dos males sociais.

Embora o pensamento de Rousseau esteja superado, quer dizer, foi com o tempo revisto, aprimorado e complementado por Kant, Hegel e tantos outros, algo de Rousseau permanece para nós hoje. Devemos crer dentro de cada ser humano há um coração. Não de forma ingênua, não utópica. Nem toda propriedade privada é nociva. Mas o fato é que o brasileiro seja ele pobre ou rico possui implantado em sua alma a capacidade de ser bom. Ele pode ser generoso, pode ser altruísta, pode se arrepender de suas próprias falhas e tentar um novo caminho. E não só o brasileiro, mas todo ser humano.

Claro que essa bondade ou moral está vinculada a uma história do povo brasileiro e à sua cultura. Revendo esses capítulos e corrigindo os erros do passado nosso país teria melhores condições de dar o salto que precisamos como nação líder no contexto global da atualidade.

O combate à violência, à pobreza, o estabelecimento de um pacto social onde todos tenham deveres e direitos que contribua para o bem comum seriam frutos desta clareza no entendimento de quem somos de quem queremos ser como nação.

Queremos mais justiça? Mais igualdade? Mais riquezas?

A melhor divisão da renda no Brasil não seria a solução de todos os problemas, mas apontaria um caminho em direção a uma qualidade de vida melhor.

E para que haja distribuição de renda tem que haver bondade. Não há outro caminho.

O que ainda não foi dito sobre a crise

chinaSe você está como eu estou, já quase não suporta mais ouvir essa palavra: crise.

Mas a ausência de uma percepção mais acurada sobre os últimos acontecimentos na economia global me levaram a dizer algo que ninguém ainda disse sobre isso tudo, que talvez por ser tão óbvio foi omitido em todas as análises.

O eixo de poder econômico move-se radicalmente em direção aos BRICs e seus satélites. Essa é a razão principal da falta de liquidez e da bolha que se explodiu.

Segundo as teorias econômicas clássicas, em seus rudimentos mais básicos, veremos que os países emergentes (e outros visinhos) tradicionalmente subdesenvolvidos, deram um grande passo nas últimas décadas em direção ao desenvolvimento e acúmulo de Capital.

Esse capital acumulado e que vem gerando maior renda principalmente nos BRICs e promovendo um crescimento gigantesco no gigane China é o resultado de migração, da transferência de fábricas e bens de capital para tais países.

Essa transferência fez com que os países tradicionalmente desenvolvidos entrassem no mercado de Capital euforicamente pensando que dali, da simples especulação, do trabalho fácil, gerassem suas rendas… suas aposentadorias… suas moradias. Isso não funciona.

Tais sociedades que vivem na abundância, tem ainda muito a transferir para o mundo. Pois a demanda por bens de consumo é ali de fato pequena. As estantes já estão abarrotadas. Na garagem já há dois carros. Se não houver protecionismo e subvenções os preços irão despencar, e a rentabilidade juntamente, pois em contrapartida a capacidade produtiva, com o automatismos é enorme, jogando a oferta na estratosfera.

Ao contrário, no terceiro mundo há pouquíssima oferta e grande demanda. A possibilidade de empresas lucrarem lá é maior. Então que migre o Capital. Ele migrará ainda mais. E os países desenvolvidos chorarão outras bolhas, que explodirão ainda mais vezes nesse processo, pois são feitas de ilusão, ilusão de quem quer reter tudo e não percebe que é dando que se recebe.

O que o governo Lula tem feito?

De acordo com a FGV o governo Lula tem feito o seu dever de casa e conseguiu diminuir a desigualdade de distribuição de renda no país, nos últimos anos.

What’s up!

E pensar que essa menina(que quer ser menino) é filha de uma brasileira! Por isso tanto talento!

Twenty – five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination
And I realized quickly when I knew I should
That the world was made up of this brotherhood of man
For whatever that means
And so I cry sometimes
When I’m lying in bed
Just to get it all out
What’s in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What’s going on?
And I say, hey hey hey hey
I said hey, what’s going on?
Ooh, ooh ooh
And I try, oh my god do I try
I try all the time, in this institution
And I pray, oh my god do I pray
I pray every single day
For a revolution
And so I cry sometimes
When I’m lying in bed
Just to get it all out
What’s in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What’s going on?
And I say, hey hey hey hey
I said hey, what’s going on?
Twenty – five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination

Por uma filosofia brasileira

Será que existiria isso, uma filosofia brasileira? Uma forma de pensar brasileira, uma lógica, uma escala de valores propriamente brasileiros?

A pós-modernidade nos abre campo para a diferença, para a subjetividade para o relativismo. Então é hora de nos auto-conhecermos e nos auto-afirmarmos.

Precisamos, creio eu, apenas criarmos os mecanismos corretos para promoção e desenvolvimento das riquezas do nosso saber e de nossos conhecimentos. Que a sociedade saiba exaltar e remunerar esses expoentes do saber, uma vez comprovados seus méritos. E que esses méritos sejam medidos dentro de padrões brasileiros. Não necessariamente de acordo com eficácia econômica, sucesso profissional, ganhos materiais e etc. Será que o Brasil não têm mostrado excelência e características antropológicas superiores a outras nações? Quais seriam então elas?

O dia que o Brasil despertar do seu sono, e esse dia está aí, ele acordará muitos outros povos com o som da sua voz.

O principal problema do Brasil

Poucos países do mundo são tão injustos como o Brasil, no que se refere à distribuição de renda (click no gráfico acima para ampliá-lo). O coeficiente Gini é o indicador que nos fornece melhor essa informação, apesar de que esses dados são mais que evidentes, basta andar pelas ruas de qualquer cidade brasileira.

Seria essa disparidade apenas um sintoma de um mal maior? Ou seira ela de fato o mal maior que gera uma serie de sintomas, dentre eles a violência? Talvez as duas coisas sejam certas…

O fato é: esse mal precisa ser remediado urgentemente. O gráfico mostra que países como França, México e Noruega teriam muita coisa interessante para nos ensinar nesse aspecto.

O que o Governo PT (Lula) conseguiu melhorar nesse sentido?