Apotheka Independente

Um estoque livre em busca da cura

Arquivo para setembro, 2008

What’s up!

E pensar que essa menina(que quer ser menino) é filha de uma brasileira! Por isso tanto talento!

Twenty – five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination
And I realized quickly when I knew I should
That the world was made up of this brotherhood of man
For whatever that means
And so I cry sometimes
When I’m lying in bed
Just to get it all out
What’s in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What’s going on?
And I say, hey hey hey hey
I said hey, what’s going on?
Ooh, ooh ooh
And I try, oh my god do I try
I try all the time, in this institution
And I pray, oh my god do I pray
I pray every single day
For a revolution
And so I cry sometimes
When I’m lying in bed
Just to get it all out
What’s in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What’s going on?
And I say, hey hey hey hey
I said hey, what’s going on?
Twenty – five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination

Por uma filosofia brasileira

Será que existiria isso, uma filosofia brasileira? Uma forma de pensar brasileira, uma lógica, uma escala de valores propriamente brasileiros?

A pós-modernidade nos abre campo para a diferença, para a subjetividade para o relativismo. Então é hora de nos auto-conhecermos e nos auto-afirmarmos.

Precisamos, creio eu, apenas criarmos os mecanismos corretos para promoção e desenvolvimento das riquezas do nosso saber e de nossos conhecimentos. Que a sociedade saiba exaltar e remunerar esses expoentes do saber, uma vez comprovados seus méritos. E que esses méritos sejam medidos dentro de padrões brasileiros. Não necessariamente de acordo com eficácia econômica, sucesso profissional, ganhos materiais e etc. Será que o Brasil não têm mostrado excelência e características antropológicas superiores a outras nações? Quais seriam então elas?

O dia que o Brasil despertar do seu sono, e esse dia está aí, ele acordará muitos outros povos com o som da sua voz.

O principal problema do Brasil

Poucos países do mundo são tão injustos como o Brasil, no que se refere à distribuição de renda (click no gráfico acima para ampliá-lo). O coeficiente Gini é o indicador que nos fornece melhor essa informação, apesar de que esses dados são mais que evidentes, basta andar pelas ruas de qualquer cidade brasileira.

Seria essa disparidade apenas um sintoma de um mal maior? Ou seira ela de fato o mal maior que gera uma serie de sintomas, dentre eles a violência? Talvez as duas coisas sejam certas…

O fato é: esse mal precisa ser remediado urgentemente. O gráfico mostra que países como França, México e Noruega teriam muita coisa interessante para nos ensinar nesse aspecto.

O que o Governo PT (Lula) conseguiu melhorar nesse sentido?

Somos todos pós-modernos?

Frei Betto

A resposta é sim se comungamos essa angústia, essa frustração frente aos sonhos idílicos da modernidade. Quem diria que a revolução russa terminaria em gulags, a chinesa em capitalismo de Estado; e tantos partidos de esquerda assumiriam o poder como o violinista que pega o instrumento com a esquerda e toca com a direita?

Nenhum sistema filosófico resiste, hoje, à mercantilização da sociedade: a arte virou moda; a moda, improviso; o improviso, esperteza. As transgressões já não são exceções, e sim regras. O avanço da tecnologia, da informatização, da robótica, a gloogleatização da cultura, a telecelularização das relações humanas, a banalização da violência, são fatores que nos mergulham em atitudes e formas de pensar pessimistas e provocadoras, anárquicas e conservadoras.

Na pós-modernidade, o sistemático cede lugar ao fragmentário, o homogêneo ao plural, a teoria ao experimental. A razão delira, fantasia-se de cínica, baila ao ritmo dos jogos de linguagem. Nesse mar revolto, muitos se apegam às “irracionalidades” do passado, à religiosidade sem teologia, à xenofobia, ao consumismo desenfreado, às emoções sem perspectivas. 

Para os pós-modernos a história findou, o lazer se reduz ao hedonismo, a filosofia a um conjunto de perguntas sem respostas. O que importa é a novidade. Já não se percebe a distinção entre urgente e importante, acidental e essencial, valores e oportunidades, efêmero e permanente.

A estética se faz esteticismo; importa o adorno, a moldura, e não a profundidade ou ao conteúdo. Ao pós-moderno é refém da exteriorização e dos estereótipos. Para ele, o agora é mais importante que o depois.

Para o pós-moderno, a razão vira racionalização, já não há pensamento crítico; ele prefere, neste mundo conflitivo, ser espectador e não protagonista, observador e não participante, público e não ator.

O pós-moderno duvida de tudo. É cartesianamente ortodoxo. Por isso não crê em algo ou em alguém. Distancia-se da razão crítica criticando-a. Como a serpente Uroboros, ele morde a própria cauda. E se refugia no individualismo narcísico. Basta-se a si mesmo, indiferente à dimensão social da existência.

O pós-moderno tudo desconstrói. Seus postulados são ambíguos, desprovidos de raízes, invertebrados, sensitivos e apáticos. Ao jornalismo, prefere o shownalismo. 

O discurso pós-moderno é labiríntico, descarta paradigmas e grandes narrativas, e em sua bagagem cultural coloca no mesmo patamar Portinari e Felipe Massa; Guimarães Rosa e Paulo Coelho; Chico Buarque e Zeca Pagodinho.

O pós-modernismo não tem memória, abomina o ritual, o litúrgico, o mistério. Como considera toda paixão inútil, nem ri nem chora. Não há amor, há empatias. Sua visão de mundo deriva de cada subjetividade.

A ética da pós-modernidade detesta princípios universais. É a ética de ocasião, oportunidade, conveniência. Camaleônica, adapta-se a cada situação. 

A pós-modernidade transforma a realidade em ficção e nos remete à caverna de Platão, onde nossas sombras têm mais importância que o nosso ser, e as nossas imagens que a existência real.

Pleonasmo

Nossa filosofia precisa ser revista

Nossa filosofia precisa ser revista, recriada. Não somente as filosofias de vida, mas a científica mesmo. Não adianta introduzirmos elementos gerais de conteúdo filosófico em nossa mente brasileira, os quais são extremamente estranhos à nossa mentalidade e forma de pensar.

A metafísica, a epistemologia, a lógica e a ética em que vivemos e entendemos nosso cosmo precisam ser autênticos, ou só servirão como instrumento de dominação.

(In)dependência e (In)sustentabilidade

“Independência”!

Gritara Pedro, o português do Brasil. Mas bem ao jeitinho brasileiro, conseguiu passar a coroa, tanto do Brasil como de Portugal, para seus filhos. D. Pedro II, no Brasil e Maria II em Portugal.

 “Ou morte”!

Mas é com essa morte que ainda temos que nos debater. Morte por subnutrição, morte precoce, morte por razões sociais e econômicas. Morte dos recursos não renováveis, de espécies e da natureza.

Na eco (nomia ou logia) somos insustentáveis, como um filho adulto que depende dos favores financeiros dos pais. Só que aqui as gerações futuras são quem pagará as contas.